"Se
alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e
irmãos, e irmãs, sim, e também a sua própria vida, não pode ser meu
discípulo.", Lucas
14:26
Jesus sabia que grande
parte dos que eram seus seguidores nominalmente não poderiam suportar tudo o
que aguardava (e aguarda hoje) os seus verdadeiros discípulos.
Eles estavam centrados
em um momento em que Ele era “popular”, não sabiam que Ele seria crucificado,
que de fato Ele era o Servo Sofredor... esperavam que Ele seria o Rei de
Israel... o triunfalismo e a ideia de
segui-lo como resposta a todas as suas aflições e necessidades terrenas era a
mola propulsora daquela multidão.
O Salvador sabia que os
dias sombrios se aproximavam ( que também
todos os seus discípulos enfrentarão aflições – na verdade essa é uma promessa
feita a eles pelo próprio Cristo ) – que, como diz Paulo, “importa que por muitas tribulações entremos
no Reino de Deus”.
A
cruz estava próxima. Cristo sabia que mesmo os verdadeiros
discípulos naquela multidão, o abandonariam a princípio, e fugiriam. Então Ele
lhes diz: “Você deve estar preparado para
carregar a cruz, você deve estar preparado para me seguir no meio do escárnio,
vergonha e opróbrio, e se você não está pronto para isso, o ideia de que você é
discípulo e o seu discipulado é um erro e um engano”.
Testes de veracidade
não devem ser criados por nós... mas eles existem... Jesus diz, sem a cruz, sem
negar a si mesmo, é impossível você ser meu discípulo.
Se e veracidade de
nosso cristianismo deve ser pesada na balança um dia, e se queremos que ele se
mostre verdadeiro, autêntico... ele deve ter passado pelo calvário agora: “Saiamos, pois, a ele fora do arraial,
levando o seu vitupério.” - Hebreus 13:13
Qual, então, é a “despesa?”... A resposta é dada por nosso Salvador, e não
por mim. Nenhum homem jamais deve se atrever a inventar tais testes. Nisso
temos que ser apenas um eco de Sua voz e nada mais. Mas não menos também. O que
Ele diz?
Em
primeiro lugar, Ele diz que se você de fato é dEle e
tem Sua salvação, você deve amá-lo além de qualquer outra pessoa neste mundo.
Quão profundo é o
significado da expressão que Ele usa: “Se
alguém vem a mim e não odeia seu pai e sua mãe...” Nomes queridos! “Pai e mãe!” Nomes que tocam um acorde
emocionante em nosso peito e emocionam nosso ser. No entanto, infinitamente
mais poderoso é o nome do Salvador, o nome de Jesus. Amá-lo muito não basta,
não deve haver amores rivais, e o amor com que amamos outros deve ser um eco
desse amor por Ele, o que se for verdade, jamais se tornará um impeditivo para
a lealdade absoluta ao amor a Ele.
Ele exige prioridade
também em relação ao ser tão próximo a nós, que se tornou nossa carne – Amada “esposa ou esposo”. Aqui Ele toca outro
ponto nevrálgico do nosso coração – você não pode buscá-lo para ele fazer seu
casamento maravilhoso como se Ele estivesse a serviço do seu casamento. O
oposto é a verdade.
Nosso casamento deve
estar prostrado aos pés do nosso Rei e não nosso Rei ser servo de nosso
casamento. Não é nosso casamento que nos faz completos e felizes, mas Cristo.
Ser solteiro nessa vida não seria uma vida menos feliz ou incompleta (Cristo
nunca casou e foi o protótipo de tudo que o homem deve ser em plenitude de
alegria em tudo que o Pai é...). Na eternidade não se casa e não se dá em
casamento... e no entanto, será a vida plena e perfeita. Isso nos ensina que o
casamento é uma maravilhosa benção para nossa vida – mas é uma benção efêmera –
apenas do tempo e não da eternidade. Não é ele que constrói nossa personalidade
eterna ou felicidade plena. É apenas um linda benção do tempo. Então não deve
tomar o lugar principal. Devemos olhar nossa casamento e verdadeiramente ver se
ele é um ídolo. Nossa casamento deve se prostrar em serviço a Cristo e não o oposto.
E Cristo acrescenta “filhos”
- que benção são nossos filhos. Mas também são bênçãos efêmeras. Bênçãos
do tempo. Ouvi-los nos chamar de pai e mãe pela primeira vez... que música
linda é para nossos corações. Mas essa não é a música sublime para nossos
corações. Jamais devem ficar entre o Salvador e nós. Jamais devemos achar que
Cristo serve para nossos filhos, e sim que, criamos nossos filhos para Cristo,
para sua glória, motivo pelo qual foram criados.
Nosso chamado não é
para criar filhos “bem-sucedidos”
mundanos. Eles existem para a glória de Cristo e se assim não existirem,
nossa lealdade jamais poderá estar dividida. Devemos criá-los na “disciplina do Senhor” – nada melhor
poderíamos dar a eles que isso – mas a causa de fazermos isso é o Senhor!
Então se segue “irmãos, amigos...”
Tenho medo de que
muitos cristãos professos estejam completamente despreparados para isso. O “cristianismo” de nossos dias
leva as pessoas ao pensamento oposto – Busco Deus por causa da felicidade que
vem do casamento, família, romance, filhos, amigos... para que Deus possa me
ajudar no que de fato me faz feliz e pleno.
Cristo não é central.
Tudo é visto como bom depois de consultar em como isso me ajuda naquilo que me
faz feliz, e não Cristo. A pergunta não tem sido – “Todas essas coisas tem impedido minha vida de brilhar mais para a
glória de Cristo?” A pergunta tem sido: “Como
Cristo pode me ajudar nisso tudo que me faz feliz?”
Ao olhar para os
filhos, a verdade de Cristo tem sido minimizada. Muitos dizem: “Meus meninos (meninas) estão crescendo e
devem ter diversão, devem experimentar os prazeres da mocidade...” – e então,
justificamos seus caminhos pecaminosos.
Isso não pode ser
verdade sobre nossas vidas se de fato somos discípulos de Cristo. Tudo, por
mais querido que seja, deve ser colocado diante da preciosidade infinita que é
Cristo para nós. Tudo, em última
análise, deve estar pronto para ser “abandonado” quando colocado diante do
Amado de nossa alma: "Se alguém vier
a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs,
sim, e também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.", Lucas 14:26
O chamado de fato nos
leva até onde foi o salmista: “Ouve,
filha, e olha, e inclina os teus ouvidos; esquece-te do teu povo e da casa do
teu pai.” - Salmos 45:10
E quando amamos Cristo
assim, nossas famílias estão muito mais seguras e próximas, quando ainda não
aconteceu, de serem levadas a ter Cristo como o Amado de suas almas. Nosso amor
por eles é mais verdadeiro quando esse amor flui do nosso amor absoluto por
Cristo. E então você estará pronto para sofrer ( não compreensão...) por parte daqueles que são ligados a você
pelos laços mais queridos... Não podemos ceder nesse ponto, nossa determinação
é invencível – venha ódio ou venha amor, devemos seguir a Cristo.



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