Esqueça! Isso não é diplomacia! Não é terapia! O que é?





Todos nós gostamos da ideia de terapia. Ela nos coloca na posição de pessoas enfermas que precisam ser cuidadas e não confrontadas com a responsabilidade, se somos uma nova criatura, em estar em guerra contra nossos pecados. Todo vocabulário usado flui de Freud e não da Bíblia. A linguagem que a Bíblia usa seria um escândalo para ele, Freud, mas a linguagem e ideia dele não é um escândalo para a mente “cristã humanista”. O diagnóstico não é difícil. Olhe: “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” Tiago 4:1


Existem mil problemas nas relações pessoais... A pergunta que deve ser feita é:


Você está pronto para matar?


Essa é uma pergunta dura, que exige qualificação, mas matar é uma parte regular da vida cristã. Há um aspecto de ser um cristão que é francamente violento.


Você vê, Deus nos ordena a caçar e matar todos os pecados restantes, exterminá-los com extrema violência e não com suave terapia que os acaricia. Quer uma prova? Aqui está o que Paulo diz em Romanos 8:


“De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (vv. 12-14)


Ou Colossenses 3:5


“Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” -

“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”


Então, é exatamente aí que está cada cristão. Paulo não diz “negocie com o pecado... faça uma longa terapia...” – isto não é diplomacia, não é mil sessões de terapia... Deus te chama para identificar, localizar, atacar e executar o inimigo, o pecado em seus membros. Coloque-os a morte, mate-os.


O seu objetivo é claro, e seu inimigo foi identificada pela Palavra. Faça guerra, é hora de matar!


Mas você realmente conhece o pecado? Ou filosofias que de fato os negam e explicam tudo em termos de nossa vitimização pelos outros, pelo mundo, próximo e distante... dominam nossa vida criando uma ideia de que precisamos de tratamento e não de ação?


Ser ignorante sobre nosso adversário, o qual devíamos estar prontos, armados e dispostos a matar, é imperdoável, porque Deus revelou tudo o que você precisa saber sobre isso... você não precisa aprender com nenhum filósofo humanista... Deus revelou tudo sobre nosso inimigo (pecado) – sua natureza, sua estratégia e seu objetivo.


Na guerra implacável contra o pecado, a ignorância não é uma benção. É suicídio.


“Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão” - Romanos 8:12-13

Josemar Bessa


1 comentários:

  1. Concordo pastor que a solução para o pecado é a morte, mas isto não não implica que não possamos passar por um processo psicoterapêutico.
    E acho necessário alguns comentários, se me permite:
    Quando se usa a palavra terapia se exclui Freud de jogada, e inclusive da psicologia. Freud inventou a psicanalise e psicanálise não é psicologia (nem ciência). Pessoas que procuram psicanalistas passam por uma experiência analítica e não por uma terapia.
    Dentro da psicologia existem diversas terapêuticas, portanto, não são todas que se embasam em uma filosofia humanista. Existem algumas, que até mesmo postulam a inexistência do livre-arbítrio (concordando com um dos pontos mais conhecidos da soteriologia calvinista)
    A terapia, seja ela de qual base for, não serve para vitimar, pelo contrário é um processo de responsabilização do sujeito pela sua vida. Para que a despeito do que lhe tenha acontecido (na infância, nas interações com os pais, irmãos, colegas e etc - causas secundárias - que no fundo derivam da natureza caída e pecaminosa - causa primária) ela possa seguir sem que estes acontecimentos a paralisem. No mais ela não é longa, pelo contrário: breve!
    Também respondendo a uma outra postagem relacionado que o senhor escreveu, não é que "problemas profundos" só possam ser tratados por profissionais da área, mas estes profissionais estudaram cinco anos teorias e técnicas para de alguma forma colaborar, como por exemplo com crianças com dificuldades de aprendizagem nas escolas, pacientes terminais em hospitais, fobias que atrapalham a pessoa a fazer tarefas do cotidiano. Se não rejeitamos o trabalho médico em tratamentos de prevenção ou mesmo intervenção em alguma doença, porque rejeitaríamos o de um psicólogo.
    O psicólogo cristão não exclui o poder da oração, das Escrituras e do Espírito Santo. No entanto nosso papel não é aconselhamento, reconhecemos que este é o lugar do pastor que se preparou para tal. Um trabalho conjunto é de grande valia.
    Não penso que ao estudar Psicologia, ser terapeuta e fazer terapia eu esteja largando Jesus (para isso me embasando em certos teóricos) esteja trocando Jesus. Até porque Ele orienta minha cosmovisão do universo, minha visão de homem e visão de mundo e consequentemente minha prática profissional. O que quero dizer é que ele não se restringe a essa parte de forma que eu o tire daqui para coloca-lo ali. Pois ele está fundamentando tudo.
    Por tudo que expus não penso que seja tão inconciliável assim. Se a graça comum permite as pessoas a fazerem arte, penso que também possa permitir as pessoas a fazerem ciência. E se podemos desfrutar seletivamente daquela arte, porque não podemos também desfrutar seletivamente desta ciência?

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