Que maneira de morrer!


No dia em que John Owen morreu, 24 Agosto de  1683 - ele foi informado de que seu último livro tinha sido enviado para ser impresso. Seu título era Meditações e Discurso sobre a glória de Cristo.  O livro teve como base os últimos sermões que ele pregou para sua igreja, uma série de sermões sobre John 17.24.


"Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.”


Quando seu amigo lhe disse que o livro estava agora em fase final de impressão, ele respondeu: "Estou feliz, mas, ó irmão Payne, chegou a hora em que vou ver esta glória de outra maneira, que eu jamais vi ou que seria possível ver neste mundo " - Duas orações de longa data estavam prestes a ser respondidas naquele dia para John Owen: a oração do Salvador por Owen para ver a sua glória, e a oração de Owen para ver a glória de seu Salvador. O contexto pessoal deste  livro empresta-lhe um poder e brilho único. Como o editor escreveu:


É instrutivo examinar os pensamentos solenes de sua alma quando a fraqueza, cansaço e os terríveis sofrimentos da morte o estavam chamando para longe de seu trabalho na Terra -  marcando que mesmo em momentos assim,  como atentamente seus pensamentos estavam fixos na glória do Salvador, a quem ele logo veria "face a face".


Quando lemos esta última obra de John Owen e lembramos o contexto em que ela foi escrita, certamente o grito de nossos corações é apenas: "Que eu morra a morte dos justos, e seja o meu fim como o deles!" (Num. 23:10), mas também, "Mostre-me a tua glória! "(Ex. 33:10).


Este livro sobre a glória de Cristo certamente é uma das coisas mais profundas que olhos humanos verão neste mundo.


No dia 23 de agosto de 1683 - um dia antes de morrer - John Owen ditou uma carta final para seu amigo Charles Fleetwood. Parte dela diz:


“Eu estou indo para Ele a quem a minha alma tem amado, ou melhor, que me amou com um amor eterno, que é todo fundamento de toda minha consolação. A passagem é muito cansativa e sofrida, através de fortes dores de vários tipos que são acompanhadas de uma febre intermitente. . . Eu estou deixando o navio da igreja em uma tempestade, mas enquanto o grande piloto está nele a perda de um pobre remador será desprezível.”


Apesar de ser um dos maiores nomes na história da igreja neste mundo, John Owen entendeu, como todos devemos entender, que depois de vivermos totalmente para Deus aqui, devemos partir em paz sabendo que é Deus quem edifica e guarda sua igreja e não nós. Somos apenas pobres remadores. O capitão levará o barco até o porto: “Eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não poderão vencê-la.” - Mateus 16:18 – Ele edifica e garante a entrada de cada santo, cada homem regenerado que compõe a Sua igreja, na glória: “Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém.” - Judas 1:24-25



Somos apenas remadores, talvez não como John Owen foi, mas ainda assim remadores. Remem enquanto esse é o tempo determinado para nós fazermos isso. Depois Ele nos receberá na glória e continuará edificando Sua igreja.

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