O Jesus real ofende todo mundo!



A ofensividade de Cristo é um ponto nevrálgico numa época de tanta “sensibilidade” ególatra como a nossa. Se essa ofensividade sempre foi um problema, imagine hoje?


O Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser muito inclusivo. Ao mesmo tempo, o Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser excessivamente exclusivo.


A igreja muitas vezes, os religiosos, os bons cidadãos... são ofendidos por Sua inclusividade, e o mundo e nossa cultura são ofendidos por Sua exclusividade.


Assim, todos ficamos até certo ponto inclinados a enfraquecer a ofensa, seja minimizando Seu chamado inclusivo ou minimizando Suas reivindicações exclusivas. Mas devemos saber com clareza que, sempre que saímos de um lado ou do outro, acabamos com um Jesus à nossa imagem – um ídolo.


Somos chamados a celebrar a inclusividade de Jesus e Sua exclusividade, pois  esta é a polaridade que torna Jesus tão irresistivelmente atraente e o evangelho ser evangelho..


Os Evangelhos retratam Jesus como um Messias que constantemente e deliberadamente irritou muitos dos mais religiosos e melhores cidadãos de seus dias. Os mais respeitáveis.


Jesus não se inclina para a elite religiosa. Ele não vai respeitar suas categorias de quem está dentro e quem está fora. Ele não se juntará a eles para "condenar" os pecadores comuns enquanto se excluem. Ele come com coletores de impostos, prostitutas... os párias da sociedade. Ele não tem medo de se aproximar deles.


A inclusividade de Jesus choca os líderes religiosos, os melhores cidadãos... Ele abre as portas do reino aos pecadores de todas as raias, e Ele fala duramente contra os religiosos por sua “justiça” auto-declarada de exclusividade pelos seus próprios méritos.


Evangélicos muitas vezes falam sobre como as reivindicações exclusivas de Cristo são ofensivas para nossa cultura hoje, mas às vezes não sentimos como a inclusividade de Cristo era tão ofensiva em seu contexto do primeiro século. E, ao perder essa verdade, é improvável que detectem as formas em que lançamos barreiras e erguemos muros em torno do “evangelho”.


A postura inclusiva de Jesus para com as mulheres ( desprezadas naquela cultura), para com os doentes, para com os marginalizados, para com os piores pecadores representa um desafio para a igreja de hoje, tal como aconteceu com os fariseus há dois mil anos.


A prostituta na igreja pode estar mais perto de Deus do que o melhor cidadão de nossa sociedade, escreveu C. S. Lewis, ecoando as palavras de Jesus de que os coletores de impostos e prostitutas estavam entrando no reino na frente dos fariseus. Até que a inclusão radicalmente ofensiva da graça de Deus penetre em nossos ossos, nunca nos uniremos a Jesus nas margens da sociedade, acolhendo e abençoando pecadores ARREPENDIDOS de todos os tipos.


Mas o mesmo Jesus que chama os cansados ​​para virem a Ele para descansar é Aquele que exige que neguemos a nós mesmos – não algumas coisa, mas a nós mesmos,  e o sigamos até nossa morte.


Ele diz que Ele é o único caminho para Deus, a Verdade, a Vida. Ninguém vem a Deus senão por meio dele. Percebeu?

Seu caminho é estreito.
A porta é apertada.
Ele é o Pão do Céu, e a menos que você O consuma com fome, deleite e prazer, você perecerá. 

Se você está ofendido pela natureza chocante dessas reivindicações exclusivas, então você pode ir embora, assim como as multidões fizeram em João 6 .


Você vê? Com uma mão, Jesus está acenando a todos em todos os lugares para irem a Ele. Com a outra mão, Ele está afastando as pessoas. Você contou o custo? A menos que você se arrependa, você perecerá! Você está disposto a desistir de seus direitos e dobrar o joelho agora e para sempre?


Sejamos francos. A exclusividade é ofensiva quando estamos acostumados a ter nossas escolhas, quando pensamos que a tolerância deve significar nos aceitar como nós somos e concordar com o que somos. Jesus parece pensar que Ele é especial, que a graça de Deus vem somente por Ele, e que Ele nada deve a nós – mas que devemos tudo a Ele.


O único coração que pode receber tal graça é o coração que recebe o dom do arrependimento. Arrependimento é a troca de sua agenda,  do seu  “reino” pessoal para a agenda do reino de Jesus Cristo, e isso é uma agenda que inclui TODAS as esferas de sua vida - como você vive, como você ama, como você dá, como você adora, como você se comporta sexualmente, Como você fala, como você O segue como Senhor.


Não se engane, Jesus é duplamente ofensivo. Jesus disse que Ele veio chamar os pecadores ao arrependimento. Muitos na igreja estão ofendidos que o chamado de Jesus é para os pecadores e que não há diferença – “todos pecaram!”. Ninguém está numa situação melhor e todos dependem da Graça Soberana. O mundo está ofendido que Ele chama pelo arrependimento, negação a si mesmo, abandono do pecado...  por isso só o Chamado Eficaz quebra a inimizade a Deus daqueles ( todos os homens ) que amam as trevas. Pois “a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” -  Romanos 8:7


É por isso que o mundo e a cultura minimizam Suas reivindicações exclusivas até que Jesus seja reduzido a um guerreiro da justiça social, contra a pobreza, pela ecologia... e  que afirma as pessoas como elas são. E é por isso que muitos na igreja minimizam Seu chamado  soberano inclusivo até que Jesus seja reduzido a um distintivo de honra para os que acreditam, pelos que se diferenciaram dos outro pelo “livre-arbítrio”, humildade...  que por sua própria obediência se  tornam bons diante de Deus.


A boa notícia é que Jesus pode mudar a todos nós. Por graça soberana, Ele abre o punho fechado do hipócrita religioso, e Ele estreita a visão do pecador de "mente aberta" até que Ele seja o único ponto na vista de todos, a única coisa preciosa. Como? Ao destruir a auto-justiça através de Sua morte e ressurreição.


Você vê, a igreja se auto-justifica quando encontra em si o que a diferenciou do mundo e não vê que só a Graça Soberana fez isso sozinha.  Quando condena o chamado inclusivo e soberano aos pecadores que Deus quiser chamar eficazmente. E o mundo se auto-justifica quando condena o chamado exclusivo ao arrependimento, negação de si mesmo, tomar a Cruz... ao querer ser aceito como é...  Mas os Evangelhos nos dão um Jesus que explode a justiça em todas as suas formas quando Ele dá Seu corpo para ser golpeado e ferido e pendurado em uma cruz.


Portanto, não desista do desafio inclusivo ou exclusivo de Jesus. É o que o torna diferente de todos os outros. É o que é tão atraente sobre Ele. É o sinal de que Ele é verdadeiramente Deus, que Ele nos ama o suficiente para não nos deixar sozinhos.



Num dia em que é comum a igreja oferecer um Jesus exclusivo sem Sua inclusividade e o mundo é provável crer em um Jesus inclusivo sem Sua exclusividade ( se acomodando ao homem e não o chamando para morrer ), eu digo: "Dê-me o Jesus duplamente ofensivo do Novo Testamento, por favor. Deixe Ele ofender a todos nós" – Precisamos do Jesus real.

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